quinta-feira, 13 de julho de 2017

Teorias da Motivação - Questões de Concurso da banca FCC

Eis algumas questões envolvendo teorias da motivação retiradas da Fundação Carlos Chagas, banca responsável por vários concursos envolvendo tribunais, administração pública e outras.
Divirtam-se!

Questão 1 (FCC – PGE/MT – 2016)
Uma das classificações das teorias sobre motivação divide as abordagens em “de conteúdo” e “de processo”. Nesse cenário, a Teoria Bifatorial, preconizada por Herzberg, caracteriza-se como
 a) de conteúdo, estática e prescritiva das ações a serem adotadas para induzir a motivação nos indivíduos.
 b) de processo, abordando a forma como se desencadeia a motivação, sem indicar os fatores motivacionais propriamente ditos.
 c) mista, com elementos descritivos e prescritivos, sendo aplicada em ambientes instáveis.
 d) de conteúdo, apontando fatores que causam insatisfação, chamados higiênicos, e os que produzem sentimentos positivos, de motivação.
 e) de processo, indicando as ações capazes de induzir a motivação nos indivíduos.
Resposta
Letra “b”
A Teoria Bifatorial, ou de 2 Fatores, desenvolvida por Frederick Herzberg, está classificada como teoria de conteúdo. Tal teoria descreve o que motiva o homem, quais os motivos que o levam a agir de uma dada maneira. Diferente das teorias de processo, que explicam como acontece a motivação.
Pela explicação do parágrafo anterior, sobrou-nos as alternativas “a” e “d”. A teoria bifatorial parte da relação homem-trabalho, com dois fatores influenciando o comportamento humano: os higiênicos, com aspectos que cercam o trabalho; e os motivacionais, ligados a aspectos do conteúdo do trabalho e da natureza da tarefa.
Os fatores higiênicos, se atendidos, não levam o indivíduo à satisfação, mas se não atendidos, levam à insatisfação das pessoas que ali trabalham. Os fatores motivacionais, por sua vez, se atendidos, levam à satisfação da pessoa. Já o não atendimento não leva à insatisfação, mas à falta de entusiasmo, à apatia, entre outras.
Não há previsão de estatística na Teoria Bifatorial.
Logo, a alternativa “d” é a correta.
(Fonte: Cristiana Duran, Gestão de Pessoas, Juspodium)

Questão 2 (FCC – Prefeitura de Teresina- 2016)
O chefe de uma repartição pública está preocupado com o comportamento dos servidores em situação de trabalho, de como eles se sentem em relação à organização e ao cargo ocupado, tal receio remete à “teoria dos dois fatores”, formulada por Herzberg. De acordo com esta teoria, NÃO é considerado um fator higiênico:
 a) Salário. 
 b) Condições de trabalho. 
 c) Responsabilidade. 
 d) Benefícios e serviços sociais. 
 e) Relações com o supervisor.
Resposta
Letra “c”
Duran apresenta os seguintes exemplos:
São fatores higiênicos:  supervisão do chefe, salário, relação com os colegas, políticas de administração de pessoal, condições físicas e segurança no trabalho, etc.
São fatores motivacionais: natureza das tarefas, exercício da responsabilidade, possibilidade de crescimento, orgulho e sentimento de prestígio decorrentes da profissão, reconhecimento, sentido de realização.

Questão 3 (FCC – Copergás/PE – 2016)
Os denominados fatores motivacionais podem ser classificados, de acordo com a Teoria Bifatorial, desenvolvida por Herzberg, em 
 a) punição e recompensa. 
 b) fatores de higiene (extrínsecos) e fatores de motivação (intrínsecos). 
 c) financeiros e sociais. 
 d) reforço positivo e desestímulo a práticas indesejadas. 
 e) compensação (fator de indução) e reconhecimento (fator de reforço). 
Resposta
Letra “b”
Herzberg dividiu a motivação em dois fatores: motivacionais e higiênicos. Diferentemente de Maslow, que estudou a satisfação das necessidades das pessoas em diversos campos de sua vida, Herzberg procurou estudar o comportamento e a motivação das pessoas dentro das empresas, especificamente.
Nesta teoria, os fatores higiênicos são aqueles necessários para evitar que o funcionário fique insatisfeito em seu trabalho, porém, eles não são capazes de fazer com que ele se sinta completamente satisfeito. Para Herzberg, o oposto de satisfação não é insatisfação, mas nenhuma satisfação. Bem como o oposto de insatisfação não é a satisfação, mas sim nenhuma satisfação.
No fator higiênico, a ausência desmotiva, mas a presença não é elemento motivador.
No fator motivacional, a presença produz motivação, enquanto a ausência não produz satisfação.
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Questão 4 (FCC – TRF da 3ª Região – 2017)
Considere que, em uma abordagem acerca da motivação verificada em determinado ambiente de trabalho, um dos aspectos considerados sejam os denominados fatores de higiene. Referida abordagem diz respeito à Teoria 
 a) Bifatorial, preconizada por Herzberg, na qual tais fatores são insatisfacentes, ou seja, previnem a insatisfação. 
 b) X e Y, de Macgregor, que sustenta a concepção negativa da natureza humana, segundo a qual o homem precisa ser forçado a trabalhar. 
 c) da Hierarquia das Necessidades Humanas, criada por Maslow, que aloca tais fatores no topo da pirâmide. 
 d) ERC, defendida por Clayton Alderfer, fundada no reforço positivo e negativo dos comportamentos padrão.
 e) das Necessidades Adquiridas, defendida por Mcclelland, na qual o principal fator a ser considerado é a recompensa envolvida em determinada ação. 
Resposta
Letra “a”
Os fatores de higiene são adotados na Teoria Bifatorial, de Frederick Herzberg. Segundo o ator, tais fatores são extrínsecos e insatisfacientes, ou seja, os que previnem a insatisfação. São necessários para evitar a insatisfação no ambiente de trabalho, mas, por outro lado, não são suficientes para provocar satisfação. Desta forma, para motivar um funcionário, não fasta que os fatores de insatisfação estejam ausentes, pelo contrário, os fatores de satisfação devem estar bem presentes.
Já os fatores de motivação, por sua vez, são os fatores intrínsecos, associados a sentimentos positivos e estão relacionados com  o cargo.
(Fonte: Ribas e Salim, Gestão de Pessoas para Concursos, Alumnus)

Vamos a uma rápida explanação sobre as outras alternativas:
Letra “b” – MacGregor trata da Teoria X e Y, que diz que a na “X” o ser humano é preguiçoso e na “Y” ele gosta de trabalhar.
Letra “c” – Abraham Maslow, pai da Teoria da Hierarquia das Necessidades - THN, elenca tal em cinco degraus, quais sejam: fisiológicas, de segurança, sociais, estima e autorrealização.
Letra “d” – Clayton Aldefer, pai da Teoria ERC, adapta a THN em 3 variantes: existência, relacionamento e crescimento.
Letra “e” – McClelland e Atkinson, desenvolvedor da Teoria das Necessidades Adquiridas (também chamada de motivação pelo medo/êxito), destaca três motivos que orientam o comportamento humano: realização (ou sucesso), afiliação e poder. 

Questão 5 (FCC – TRF da 3ª Região – 2016)
Segundo alguns autores, a motivação individual aumenta e os resultados melhoram quando são dadas às pessoas oportunidades de participar com maior envolvimento e poder decisório no seu trabalho e nas metas a elas pertinentes. Este raciocínio é a base da prática administrativa conhecida como 
 a) gatekeeping. 
 b) empowerment. 
 c) descentralização. 
 d) reengenharia. 
 e) contingenciamento. 
Resposta
Letra "b"
Idalberto Chiavenatto, citando kanter, se manifesta a respeito do tema: 
(...) o empowerment busca captar a energia, o esforço e a criatividade de todos os membros da empresa e canalizá-las para os objetivos organizacionais. De acordo com Kanter, existem nove princípios para o empowerment funcional:   
1) Dar às pessoas um trabalho em que elas se sintam importantes.
2) Dar às pessoas plena autoridade e responsabilidade, independência e autonomia em suas tarefas e recursos.
3) Permitir que as pessoas tomem decisões a respeito de seu trabalho.
4) Dar visibilidade às pessoas e proporcionar reconhecimento pelos seus esforços e resultados.
5) Construir relacionamentos entre as pessoas, ligando-as com pessoas mais importantes e apoiando-as através de líderes e impulsionadores.
6) Mover a informação em todos os níveis. Informação é poder e habilita as pessoas a pensar e a agir melhor.
7) Pedir a opinião das pessoas a respeito dos assuntos de trabalho. Fazer com que elas se sintam donas dos processos de trabalho. Fazer com que elas tenham orgulho de pertencer à organização.
8) Acentuar a colaboração e o espírito de equipe. Empoderar pessoas é empoderar equipes.
9) Ajudar as pessoas empoderadas a empoderar as demais.
(Fonte: Idalberto Chiavenatto, Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações, Ed. Campus)

Questão 6 (FCC – DPE/RR – 2015)
Considere que determinada organização pretenda incrementar os fatores motivacionais de sua equipe, utilizando, como base, a Teoria Bifatorial desenvolvida por Herzberg. Nesse contexto, a elevação do salário dos seus colaboradores constituiria um fator 
 a) extrínseco, gerador de satisfação pelo reconhecimento da importância relativa do trabalho. 
 b) de motivação, associado a sentimentos positivos relacionados ao cargo. 
 c) intrínseco, ligado à autorrealização e crescimento profissional. 
 d) de higiene, que previne a insatisfação, mas não é considerado um fator de motivação. 
 e) endógeno, associado à satisfação de necessidades sociais.
Resposta
Letra “d”
Duran cita os seguintes exemplos:
São fatores higiênicos (insatisfacientes, extrínsecos):  supervisão do chefe, salário, relação com os colegas, políticas de administração de pessoal, condições físicas e segurança no trabalho, etc.
São fatores motivacionais (satisfacientes, intrínsecos): natureza das tarefas, exercício da responsabilidade, possibilidade de crescimento, orgulho e sentimento de prestígio decorrentes da profissão, reconhecimento, sentido de realização.
(Cristiana Duran, Gestão de Pessoas, Juspodium)
Em relação aos fatores higiênicos, a ausência desmotiva, mas a presença não é elemento motivador.  E quanto aos fatores motivacionais, a presença produz motivação, enquanto a ausência não produz satisfação.

Questão 7 (FCC – TRE/AP – 2015)
As cinco necessidades básicas de Maslow foram substituídas por Alderfer em sua teoria da motivação, por três necessidades a saber: necessidades de existência, relacionamento e 
 a) credibilidade. 
 b) confiança. 
 c)  consciência do eu. 
 d) consciência do outro. 
 e) crescimento.
Resposta
Letra “e”
Abraham Maslow desenvolveu a Teoria da Hierarquia das Necessidades lá pelos anos 40 do século passado, segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e de influência, sendo dividida em cinco degraus. São  as seguintes as necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, estima e autorrealização.
Anos mais tarde (mais precisamente em 1969), Clayton Alderfer desenvolveu a Teoria ERC (ou ERG, em inglês), podendo ser considerada como uma revisão da THN de Maslow.  Ele pegou os degraus de Maslow e os condensou em três variantes: existência, relacionamento e crescimento.
Logo, a resposta é a letra “e”

Questão 8 (FCC – TRE/SE – 2015)
Para criar satisfação e motivação, uma organização pode atribuir ao indivíduo trabalhos estimulantes, responsabilidades e possibilidades de ascensão na carreira. Tais ações são capazes de motivar e orientar o comportamento positivo dos funcionários no trabalho por atender 
 a) às necessidades humanas de igualdade, relacionadas às recompensas justas pelos esforços desempenhados. 
 b) aos fatores motivacionais extrínsecos, relativos ao ambiente e condições de trabalho. 
 c) às necessidades humanas sociais, relativas à vida associativa do funcionário. 
 d) aos fatores motivacionais intrínsecos, relacionados ao conteúdo próprio do cargo. 
 e) às necessidades humanas de existência, relacionadas à segurança e à estabilidade profissional. 
Resposta
Letra “d”
Aborda-se nessa questão a Teoria Bifatorial, de Herzberg, com foco nos fatores motivacionais.
Para Herzberg, há dois fatores, os higiênicos (ou extrínsecos), ligados a aspectos que cercam o trabalho, extrínsecos e fora de controle dos empregados; e os motivacionais (intrínsecos), ligados ao conteúdo do trabalho e à natureza da tarefa, intrínsecos, estando sob o controle dos empregados.  (Duran)
Fiquemos com a letra “d”.

Questão 9 (FCC – CNMP – 2015)
O líder que adota a Teoria da Fixação de Metas proporciona recursos importantes para melhorar a motivação e o desempenho dos funcionários. Sobre o assunto é correto afirmar:
 a) O grau de dificuldade e a especificidade da meta são itens estruturais da teoria.
 b) A administração por objetivos (APO) é uma maneira eficaz de reduzir a burocracia associada à fixação de metas entre o subordinado e o superior hierárquico.
 c) O desempenho do funcionário aumentará na mesma proporção da sua motivação.
 d) As melhores metas têm uma expectativa de desempenho que a quase totalidade dos funcionários não consegue atingir.
 e) Segundo a teoria da fixação de metas, a maioria das metas advém de decisões impensadas.
Resposta
Letra “a”
A Teoria da Fixação de Metas também é conhecida como a Teoria do Estabelecimento de Objetivos. Tal é uma teoria de processo.
Reproduzindo Cristiana Duran:
“Esta teoria, proposta por Edwin Locke e Gary Latham, concentra-se na ideia de que a intenção de lutar por um objetivo é a maior fonte de motivação no trabalho. Os propósitos do indivíduo orientam suas ações. Entretanto, não é qualquer tipo de objetivo! A teoria sustenta que objetivos específicos e difíceis, com feedback, conduzem a melhores desempenhos.
Para essa teoria, três são os pressupostos para que a fixação de objetivos melhore, efetivamente, o desempenho no trabalho: especificidade, dificuldade e necessidade de feedback.” (Cristiana Duran, Gestão de Pessoas, Juspodium)
Logo, a resposta é a letra “a”.

Questão 10 (FCC – CNMP – 2015)
Segundo a Teoria de Herzberg, é considerado Fator Motivacional:
 a) Melhorar os móveis e a decoração do ambiente de trabalho.
 b) Conceder anualmente um aumento salarial para os empregados com melhor desempenho.
 c) Desenvolver uma nova política de gestão na empresa.
 d) Fornecer mais responsabilidade e maior autonomia para as pessoas no trabalho.
 e) Aumentar a periodicidade de confraternizações na empresa.
Resposta
Letra “d”
Móveis, decoração, salário, políticas de administração de pessoal e relações com os colegas (aqui, por meio da confraternização), são exemplos de fatores higiênicos.

Restou a letra “d”: fornecer mais responsabilidades e maior autonomia. Tal está ligada a  CONTEÚDO. 


segunda-feira, 8 de maio de 2017

TERRACAP - mais questões

Vamos expor algumas questões de Gestão por Competências. Costuma cair muito em concursos...

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS
(FCC – TRT 20 – 2016)
A gestão por competências é uma metodologia que toma por base inicial o mapeamento das competências técnicas e comportamentais necessárias para as atividades que o cargo executa. A partir daí, são identificadas quais as competências disponíveis na organização e quais aquelas que precisam ser desenvolvidas ou captadas no mercado. Entre os instrumentos utilizados em tal mapeamento se inclui(em):
 a) as reuniões de confrontação.
 b) os treinamentos de sensitividade.
 c) os grupos focais.
 d) a retroação de dados.
 e) a análise sistêmica.
Resposta
Letra “c”
Há vários instrumentos utilizados para o mapeamento de competências. Entre eles podemos citar:
 Análise documental: análise dos documentos que compõem o planejamento estratégico da organização (missão, visão de futuro, objetivos organizacionais etc.).
 Entrevista: constitui outra técnica de pesquisa bastante aplicada ao mapeamento de competências. Geralmente, é utilizada para analisar a percepção dos entrevistados com os dados apurados na análise documental, visando identificar as competências relevantes à organização.
• Grupo focal: quando nem o pesquisador nem os profissionais, objetos do estudo, dispõem de tempo para entrevistas individuais, alternativa é realizar uma entrevista coletiva, também denominada grupo focal (o entrevistador atua como moderador, estimulando e coordenando a discussão dos participantes).
• Observação: constitui um exame detalhado das competências relevantes ao trabalho de indivíduos e equipes.
• Questionário: técnica de pesquisa mais utilizada para realizar o mapeamento de competências relevantes a determinado contexto ou estratégia organizacional.
(Ribas & Salim)

(FCC – AL/MS – 2016)
A gestão por competências tem sido utilizada como modelo gerencial alternativo a alguns outros instrumentos tradicionais usados pelas organizações, objetivando o gerenciamento das lacunas entre as competências estratégicas para a consecução dos objetivos organizacionais e aquelas efetivamente disponíveis na organização. Para identificação dessas lacunas, ou gaps, faz-se o mapeamento de competências, utilizando, entre outras ferramentas, 
 a) o Ciclo PDCA.
 b) a matriz SWOT. 
 c) o Diagrama de Ishikawa. 
 d) o grupo focal. 
 e) a pesquisa de mercado. 
Resposta
Letra “d”
Mesma coisa da questão passada. Citando Ribas, quando nem o pesquisador nem os profissionais, objetos do estudo, dispõem de tempo para entrevistas individuais, alternativa é realizar uma entrevista coletiva, também denominada grupo focal (o entrevistador atua como moderador, estimulando e coordenando a discussão dos participantes).
O resto está envolvido em outras áreas.

(Cespe – TCE/PA – 2016)
A gestão por competências, modelo estratégico de gestão de pessoas, estabelece o alinhamento das políticas e práticas de administração de recursos humanos com as diretrizes das organizações.
Resposta
Certo
A gestão por competências tem papel central na definição das políticas de seleção e desenvolvimento de pessoas, além de ser um conceito integrador da gestão de pessoas com os objetivos estratégicos da organização. (Dutra)

(Cespe – TCE/PA – 2016)
A gestão por competências contribui para manter a rigidez, o isolamento e a estabilidade de cada departamento.
Resposta
Errado
Nada a ver os termos rigidez e isolamento. Está na Wiki: “Gestão por Competências é um sistema de gestão desenvolvido no sentido de identificar e gerir perfis profissionais que proporcionem um maior retorno a um negócio, identificando os pontos de excelência e as oportunidades de melhoria, suprindo lacunas e agregando conhecimento. Um modelo de gestão de competência sempre terá um viés conceitual e deverá ser de difícil mensuração, mas na medida em que o processo de identificação dos perfis for avançando, melhor será conduzir o gerenciamento.” Ou seja, há mutação constante.

(FCC – TRE/PB – 2015)
A gestão por competência toma como referência a estratégia da organização e direciona as suas ações de recrutamento e seleção, treinamento e avaliação para a captação e o desenvolvimento das competências necessárias para atingir seus objetivos. Um de seus principais instrumentos é o mapeamento de competências cuja função é:
 a) a adequação das atribuições do cargo ao perfil do seu ocupante.
 b) o aprimoramento dos profissionais que atuam na organização.
 c) o estabelecimento de uma métrica para a avaliação de desempenho.
 d) a prospecção de profissionais no mercado concorrente.
 e) a identificação do perfil comportamental e técnico ideal para cada cargo ou função.
Resposta
Letra “e”
O mapeamento e mensuração por competências é a base de toda a gestão por competências. Por meio das atividades que o cargo executa no dia a dia, é realizado o mapeamento das competências técnicas e comportamentais (CHA) para cada uma das atividades. Depois disso, é feita a mensuração do grau ideal para o cargo, isto é, o quanto o cargo precisa de cada uma das competências para atingir os objetivos da empresa. O resultado do mapeamento e mensuração é a identificação do perfil comportamental e técnico ideal para cada cargo ou função.” (Ribas). Assim sendo, você identifica as competências necessárias e as competências existentes.

É ISSO AÍ.

AQUELE ABRAÇO.

terça-feira, 11 de abril de 2017

TERRACAP - REVISÃO EM EXERCÍCIOS

Encerraram-se as inscrições para o concurso da Terracap, no Distrito Federal. E as datas do certame, que está sendo organizado pela Quadrix, foram alteradas para 7 de maio de 2017 (superior) e 14 de maio de 2017 (médio).
Com matérias envolvendo o conteúdo de Administração (entre outros), aqui vai uma bateria de exercícios para a diversão e preparação dos candidatos interessados.
Segue o primeiro  bloco.
Boa Sorte.

Em tempo: semana que vem (18/4/17) tem mais.

Resultado de imagem para terracap

TERRACAP
REVISÃO EM EXERCÍCIOS (I)

NOVA GESTÃO PÚBLICA
(ESAF – FUNAI – 2016)
De acordo com Pacheco (2010, p. 186), “(...) desde meados dos anos 1970, as sociedades passaram a demonstrar um conjunto de pressões e questionamentos sobre a forma de organização e funcionamento do Estado que havia prevalecido durante o século XX”. (PACHECO, S. R. Burocracia e política no Brasil. 2010, pág. 186)

Em resposta a tais questões, governos de diferentes países empreenderam reformas nos últimos 30 anos e essas medidas foram agrupadas sob a marca da New Public Management. A agenda do modelo da Nova Gestão Pública abriga vários conteúdos e orientações, com exceção:
 a) de mudanças na forma de avaliação no setor público, com valorização do controle procedimental.
 b) da introdução de mecanismos de gestão baseados em desempenho.
 c) de alterações na macroestrutura, com a criação de novos formatos organizacionais.
 d) da adoção de princípios de governança pública, incluindo a participação cidadã no ciclo de gestão.
 e) do uso de algumas técnicas de gerenciamento comumente utilizadas no setor privado.

Resposta
Letra “a”
O controle procedimento é uma característica elencada na Burocracia Weberiana. Os demais procedimentos são característicos da NGP.

(FCC – TRE/CE  – 2016)
Na chamada Nova Gestão Pública há três principais vertentes, ou correntes conceituais importantes, as quais possuem vários traços em comum como, por exemplo, uma ênfase significativa nos resultados da ação governamental, ou seja, um deslocamento do foco nos processos para enfatizar os resultados. Uma delas tem sido denominada como um "neotaylorismo", isto é, uma proposta calcada na busca da produtividade e na implantação do modelo de gestão da empresa privada no setor público, outra busca a flexibilização da gestão pública, em que se observa a passagem da lógica do planejamento para a lógica da estratégia e nesta são levadas em conta as relações entre os atores envolvidos em cada política, de modo a montar cenários que permitam a flexibilidade necessária para eventuais alterações nos programas governamentais. A terceira utiliza-se de conceitos como accountability, transparência, participação política, equidade e justiça, em que é preciso que no processo de aprendizado social na esfera pública se consiga criar uma nova cultura cívica, que congregue políticos, funcionários e cidadãos. Esta última corrente é conhecida como 
 a) Balanced Scorecard - BSC.
 b) Activity Based Management - ABM.
 c) Consumerismo.
 d) Gerencialismo Puro.
 e) Public Service Orientation - PSO.

Resposta
Letra “e”
A PSO procura encontrar novos caminhos abertos pela discussão gerencial, explorando suas potencialidades e preenchendo boa parte de suas lacunas.
Toda a reflexão realizada pelos teóricos da supracitada corrente leva aos temas do republicanismo e da democracia, utilizando-se de conceitos como accountability, transparência, participação política equidade e justiça, questões praticamente ausentes do debate sobre o modelo gerencial.

(FCC – TRE/PR – 2011)
Sobre a Nova Gestão Pública e a identificação de seu modus operandi, considere as afirmativas abaixo: 
I.                   A profissionalização da administração, em qualquer esfera do Estado, com a aplicação de modelos de gestão estritamente na forma e no conteúdo, como os utilizados na esfera privada. 
II.                Uma descentralização do Estado, com a passagem de funções, transferência de atividades e responsabilidades para outros níveis de governo, chegando até o âmbito municipal. 
III.             O enfoque privilegiado nos processos organizacionais, superando o enfoque centrado em funções e departamentos. 
IV.             O fortalecimento da visão empreendedora, explicada pelo necessário personalismo na condução de ações para obtenção de resultados. 
V.                A parceria público-privada é desenvolvida com a descentralização de serviços públicos não essenciais para a sociedade civil organizada. 
Está correto o que se afirma APENAS em 

.a.) I, IV e V   .b.) I, III e V   .c.) II, III e IV   .d.) II e III   .e.) II, IV e V
Gabarito
Letra “d”
I. Errada. Não se aplica gestão estritamente formal e conteudista na NGP.
II. Correta. Muitas atribuições do Governo Federal (ex. educação infantil) passou para outros níveis de governo chegando até os municípios.
III. Correta. O enfoque da NGP é em processos organizacionais deixando de lado a visão restrita de que cada um tem única e exclusiva função.
IV. Errada. Necessário personalismo? a Administração Pública é regida pelo princípio da impessoalidade logo não podemos falar de personalismo.
V. As PPP são feitas com empresas privadas que visam o lucro e não as OSCIP e OS.

(FUNIVERSA – EMBRATUR – 2011)
Denhardt e Denhardt estabeleceram um quadro comparativo de perspectivas entre o que se pode caracterizar como a Antiga Administração Pública, a Nova Gestão Pública e o Novo Serviço Público, permitindo melhor visualização das mudanças e dos modelos de gestão pública. De acordo com esse paradigma, é correto afirmar que,
 a) no que concerne à estrutura organizacional, a Nova Gestão Pública caracteriza-se por organizações estatais centralizadas com controle primário de determinadas entidades privadas.
 b) no tocante à abordagem da accountability, a Antiga Administração Pública era orientada para o mercado, com o acúmulo dos interesses individuais, o que resulta nos benefícios desejados por grupos de indivíduos.
 c) quanto ao papel do governo, o Novo Serviço Público exerce a função de guia, atuando como um catalisador para liberar as forças do mercado.
 d) em relação a quem os servidores públicos respondem na Nova Gestão Pública, trata-se dos cidadãos.
 e) com referência aos mecanismos de alcance dos objetivos políticos, o Novo Serviço Público apoia-se na coalizão entre órgãos públicos, entidades privadas e organizações sem fins lucrativos para satisfazer às necessidades recíprocas.

Resposta
Letra “e”
O erro da letra de D encontra-se no "cidadão". Na NGP é cidadão/consumidor ou cliente. Cidadão é o "foco" do novo serviço público. Já o erro da letra C é "guia". O lema deste é "servir" em vez de "dirigir".

(ESAF – MTE – Auditor Fiscal)
As seguintes afirmações espelham entendimentos corretos sobre a Nova Gestão Pública (NGP), exceto:
 a) a NGP é um movimento cuja origem remonta às mudanças havidas nas administrações públicas de alguns países a partir da década de 1970, principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra.
 b) o consumerismo consiste em uma reorientação do gerencialismo puro, mais voltada à racionalização e tendo como ponto central a satisfação das necessidades dos cidadãos, consumidores de serviços públicos.
 c) a NGP nasceu gerencialista nos anos 1980, tendo sido fortemente inspirada nas reformas minimalistas e na proposta de aplicação da tecnologia de gestão empresarial ao Estado.
 d) nos anos 1990, o Public Service Oriented resgatou os conceitos de transparência, dever social de prestação de contas, participação política, equidade e justiça, introduzindo novas ideias ao modelo gerencial puro.
 e) desde o início, a experiência brasileira em NGP aponta para uma forte retomada do estado do bem-estar social e do desenvolvimentismo burocrático, ideal reforçado pela recente crise do mercado financeiro internacional.

Resposta
Letra “e”
A “forte retomada do bem-estar social naquela época não ocorreu. A crise financeira só aconteceu em 2008, bem depois do PDRAE (1995).

(CESPE – FUB – 2016)
Com relação à administração pública, julgue o item que se segue.
No Brasil, a Nova Administração Pública baseava-se no modelo de administração pública gerencial, que incorpora práticas da administração de empresas privadas à administração pública.

Resposta
Certo
A Nova Gestão Pública (ou NPM) tinha como objetivo identificar as melhores práticas do setor privado que se aplicavam à administração pública, através de alterações nos procedimentos e na estrutura da Administração Pública. Ou seja, a inspiração era na utilização de práticas de gestão privada.
"A NPM pretendia que os princípios gerenciais utilizados nas empresas privadas fossem também aplicados no meio público." (Paludo)

(CESPE – TRT – 2013)
A moderna gestão pública trata essencialmente da eficiência e da eficácia do sistema de administração governamental. 

Resposta
Errado
O erro encontra-se no “essencialmente”. Teve bem mais. A Nova Administração Pública evoluiu por meio de três modelos: o gerencialismo puro, o consumerism e o public service orientation.
Gerencialismo puro se preocupava essencialmente com a eficiência, o consumerismo com a efetividade, mas a teoria mais moderna sem deixar de levar em conta nenhum dos itens anteriores se preocupou com a equidade.Portanto, O ponto que aqui distingue o PSO das outras correntes é o conceito de cidadão/equidade.

(CESPE – TRT 10 – 2013)
A perspectiva da nova gestão pública ressalta que o interesse público é uma representação da agregação de interesses individuais.

Resposta
Correto

(CESPE – CNJ – 2013)
O gerencialismo caracteriza-se por manobras administrativas, como competição, incentivos de mercado, mensuração de desempenho, foco na produtividade e desregulamentação.

Resposta
Correto
O gerencialismo foca no controle voltado para os resultados, isto é, a posteriori, com o aparecimento de algumas disfunções do modelo da Burocracia, que tinha como algumas características: a impessoalidade, o formalismo, a hierarquia e etc.

Algumas das características do gerencialismo são:

Accountability: prestação de contas dos governantes sobre o seu próprio desempenho; Transparência: clareza nos procedimentos adotados; Participação popular / controle social;
Criação de regimes temporários de emprego;
Flexibilização do direito administrativo;
Competição administrada: um ambiente de competição para que melhores resultados sejam obtidos.
 Eficiência: uso adequado dos recursos disponíveis (já vem desde o modelo burocrático);
Eficácia: significa o grau de alcance dos resultados;
Efetividade: diz respeito aos impactos gerados para a sociedade.